Nebulosas são nuvens inter-estelares de poeira espacial originadas pelo fim de estrelas como o Sol e explosões de supernovas. São muito importantes no Universo, pois com freqüência são locais de origem das novas estrelas; os acúmulos gasosos e a poeira espacial ocasionalmente colidem e se agregam, formando massas que maiores que geram mais gravidade e com isso ainda mais matéria, ate o ponto de formar a proto-estrela e o disco planetário, como discutido anteriormente no item 1.1; formação estelar.
Experimentos recentes demonstraram equivalência desse processo com massas infinitamente menores; em um tanque transparente a vácuo, foram colocadas partículas de areia fina espalhada; constatou-se que as partículas de areia tendem a se agruparem no vácuo, formando as partículas maiores.
Muitas nebulosas são formadas devido ao colapso gravitacional de gases difusos no meio interestelar, formando estrelas e nebulosas com isso; o volume ocupado e o numero de estrelas formadas depende do tamanho da nuvem original. Algumas nebulosas se formam a partir da explosão de supernovas e outras a partir da ejeção das camadas externas de gigantes vermelhas (ver adiante; nebulosa planetária e remanescente de supernova, respectivamente).
Antigamente os chamados cúmulos estelares, eram considerados nebulosas também, classificados em cúmulos abertos e cúmulos globulares; pontos de grande população aglomerada de estrelas de forma difusa ou esférica respectivamente. Essas áreas geram grande brilho, porem não se assemelham a nuvens gasosas nem são constituídas em essência por resíduos do processo de ejeção ou explosão do final da “vida” de alguma estrela ou do meio interestelar, mas sim por estrelas ativas. Com isso, geralmente tais áreas não são consideradas nebulosas atualmente.
Da mesma forma, galáxias eram consideradas nebulosas; ou nuvens, como a Nuvem de Magalhães, que é uma galáxia e não deve ser confundida com uma nebulosa, mesmo apresentando-se uma forma de nuvem, como alguns cúmulos estelares vistos a telescópios menos potentes também. A Grande Nuvem de Magalhães atualmente é classificada como uma galáxia irregular anã.
Dentre os vários parâmetros para diferenciação desses tipos temos, por exemplo; que de forma geral, o jogo de cores apresentadas pelas nebulosas é devido principalmente à composição elementar dos gases que as constituem, já as cores apresentadas pelas galáxias e cúmulos estelares são devido à quantidade e disposição das estrelas (e o brilho que geram) e suas classes espectrais.
Quanto à espectroscopia, as nebulosas podem ser: Nebulosas de Emissão, que contem gases ionizados (especialmente hidrogênio ionizado) que produzem linhas de emissão na espectroscopia. Ou Nebulosas de Reflexão, que não apresentam linhas de emissão significativas no espectro, em contraste elas refletem significativamente a luz de estrelas próximas. As nebulosas também se dividem por tipos, tais como:
Nebulosa Difusa: são muito extensas, ocupando uma grande área irregular, sem limites aparentes definidos. O brilho e as cores variam muito, sendo algumas de apenas uma tonalidade e outras compostas por duas ou mais. Apresentam-se tanto como nebulosas de emissão quanto como nebulosas de reflexão.
Ao Lado: Nebulosa do Pelicano; uma nebulosa difusa de emissão de grande
Nebulosa Escura: similares as nebulosas difusas, porem elas não emitem e nem refletem luz; são vistas como nuvens negras entre nossa posição e estrelas mais distantes ou captadas na frente de nebulosas de emissão. Apesar disso, essas nebulosas (como todas as outras) podem ser captadas no infravermelho a partir de pequenas emissões na nuvem interior da nebulosa.
Acima: Nebulosa Cabeça de Cavalo; uma nebulosa escura na
Remanescente de Supernova: ou nebulosa de supernova, são aquelas formadas a partir da explosão de supernovas. Trata-se de um tipo de nebulosa difusa, aonde os gases vão se ionizando, e geram muita emissão óptica e raios-X, e também emissões de radio não relacionadas a temperatura, chamadas de emissões sincrônicas, causadas por altas velocidades e elétrons oscilando em campos magnéticos.
Acima: Nebulosa do Caranguejo; uma nebulosa remanescente de
Nebulosa Planetária: formadas quando as conchas gasosas mais externas ao núcleo são ejetadas por uma gigante vermelha antes de se tornar anã branca; a estrela central (agora apenas o núcleo com uma concha) irradia energia e gera temperaturas médias de 10.000 K. As cores ejetadas dão origem a combinações de todos os formatos e cores imagináveis; os gases que compõe são geralmente ionizados em sua grande parte. São nebulosas de emissão, com o espectro similar ao de áreas de formação estelar, com hidrogênio que será ionizado, porem são mais densas que estas. Apesar do nome, não tem qualquer relação direta com os planetas ou sua formação; receberam esse nome devido a semelhança que os antigos astrônomos viam entre estes objetos e discos planetários.
Acima: Nebulosa Olho de Gato (NGC 6543),
AUTOR: Gustavo L.H. Assumpcao


Um comentário:
kabeçinha,
doido demais seu blog,
burn motherfuckers
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